História

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A freguesia de Talhas situa-se no extremo sudeste do concelho de Macedo de Cavaleiros, no limite com o vizinho concelho de Vimioso. Fica perto (seis quilómetros) da confluência do Rio Sabor com o Rio Maçãs. O topónimo Talhas deriva do latim vulgar «tinalia», «talha», no sentido de «vaso grande para líquidos».

A freguesia de Talhas teve a sua origem em épocas muito recuadas, das quais restam ainda alguns vestígios.

Quanto ao seu repovoamento, aconteceu na época em que, tão eficientemente, o município braganção tornou a povoar o termo, que a política interna de D. Sancho I lhe destinou, quer em «Vilares Vedros», que devia já corresponder à povoação que hoje se denomina de Talhas, quer em «Vilares Novos».

Assim, o «Vilar de Talhas» incluía-se na terra de Lampaças. Contudo, perdida a função administrativa desta circunscrição (que fora tradicionalmente da administração da linhagem dos Próceres de Bragança), julga-se que só no século XII, em tempo de D. Sancho I, terá sido incorporada no termo de Bragança pela carta daquele soberano. Neste termo, era Talhas a última paróquia do sudeste da nova e alargada «terra».

Nas Inquirições de 1258, cita-se o «Vilar de Talhas», mas não se deduz a que paróquia pertencia; sabe-se, porém, que a Paróquia de S. Miguel de Talhas já existia nos finais do século XIII, parecendo ter sido resultado do repovoamento real e municipal. Talhas é citada como paróquia, com o orago actual, nas Inquirições de D. Dinis de 1288; e quanto ao padroado, a apresentação do pároco era, entre os séculos XVIII e XX, do Abade de Serapicos. Senhorialmente, a povoação de Talhas foi reguenga e pertenceu depois a Nuno Martins de Chacim e aos filhos e netos de Pedro Aires de Morais, que indevidamente a traziam por honra. Constituido o concelho de Izeda, ficou a pertencer-lhe a freguesia de Talhas, entre outras, até à extinção do mesmo pelo liberalismo.